14 de agosto de 2007
E aqui estou. Sentado em uma simples cadeira, assistindo à uma “complexa” aula de inglês. Tá. O “complexa” não precisaria estar entre as aspas. Afinal, o que torna essa aula tão complexa é o fato de eu ser/estar (odeio o verbo to be) complexo. Why is everything so dificult, e porque atribuem os sentimentos mais complexos (estou me referindo ao amor e cia) ao coração? Pô! O coração, de acordo com a medicina moderna, espetacularmente baseada nos estudos de Leonardo Da Vinci (e eu não sei qual é a importância desse comentário), é um músculo involuntário. Ah... tá... agora as coisas se organizaram. Talvez pelo simples fato de não controlarmos nossos sentimentos por alguém, elegemos o coração para representar os complexos sentimentos que sentimos (olha a redundância) quando nos consideramos apaixonados (eu acho que essa frase ficou muito longa). Porque eu não posso escolher? Ah! Qualé?! Isso é injustiça. Às vezes me sinto tão livre; será que escolher por quem se apaixonar não seria legal?
À pessoa que estiver me assistindo agora, enquanto eu escrevo, nessa “boring class”, declaro que estarei, com esse documento, defendendo o deferido cliente: A Paixão. Esta sob a acusação do outro personagem (não sei termos jurídicos); O Homem, no caso eu. Sim. Eu defendo e acuso. É justo não? O Homem, com toda sua razão, no caso eu (auto-crítica), quer aprovar a lei que permite o livre-arbítrio sobre os sentimentos; os PRÓPRIOS sentimentos (ressaltando a gravidade do problema com o destaque da palavra “próprios”). Talvez não devêssemos utilizar a palavra “próprios”. Como defende indignadamente a Paixão, pelo simples ato de se defender, ela possui vida própria.
Caindo na exigência de livre-arbítrio dos sentimentos humanos, estamos favorecendo, então, o cliente defendido; a Paixão (a Paixão agora está mais calma; atenta ao julgamento). O Homem, no caso eu, está esquisito. É estranho, pois posso adentrar e descrever, praticamente, todo o pensamento do Homem, no caso eu, e da Paixão. A Paixão acha que está certa. O Homem acha que a Paixão não está certa. Por favor; silêncio no tribunal (o telefone celular do Homem toca...).
Vamos aos fatos concretos, baseados em uma opinião concreta. Sei lá! Um doutor com PÓS, M.B.A., P.H.D.... O homem se levanta, bravamente confiante. Parte para as acusações “convincentes”. Comprovados por experiências próprias... “Isso é testemunho!”, gritou a Paixão. Comprovados por fatos clínicos, clinicamente comprovados (o Homem está desnorteado devido a objeção da Paixão), o Homem sofre de fatos clinicamente comprovados (o Homem continua desnorteado...). Fatos como o stress, stress emocional, stress psicológico, stress físico e, enfim, stress por desejo de sumir na frente da pessoa desejada. Este último pode causar suicídio (alvoroço por parte da Paixão; ela afirma que não mata e nunca, nunca matou ninguém). Além da falta de alimentação, sono e provável desenvolvimento do ridículo ato de não parar de pensar na pessoa desejada. Estes últimos fatos, ressalta o acusador, levam ao stress (risos). O Homem está sem mais argumentos, de repente.
A Paixão aproveita para intervir enquanto o homem está distraído e sem argumentos; ela sabe que o Homem, na verdade, está pensando na pessoa desejada. A Paixão utiliza-se desse ponto para defender que pensar na pessoa amada traz conforto nas situações mais conflitantes e angustiantes da vida; como acontece, naquele exato momento, com o Homem. Enquanto ele, o Homem, no caso eu, pensa na pessoa desejada, ele sente-se mais angustiado, pois não está com a pessoa desejada. Então a paixão logo interveio. Ninguém fica angustiado pensando na pessoa desejada. Você dorme pensando nela, acorda pensando nela. A dor é um sentimento, biológico, necessário (ressalta-se o aumento no tom da voz da paixão na palavra “biológico”.). Serve para indicar que alguma coisa está errada com o organismo. A paixão, se fosse uma dor, não teria tanta utilidade na construção de uma nova fase na vida humana. Estabelecer relações, ter apenas mais um motivo para viver, pois acredite; tem gente que não tem nem um motivo para viver. O ser-humano só vive se estabelecer desejos em sua vida. Imagine um tabuleiro de jogo. Qual é o objetivo? Vencer o jogo (o homem respondeu desconfiadamente e sem muita empolgação). E como vencer o jogo? Jogando os dados para adquirir novas oportunidades (respondeu a paixão sem dar chance ao homem, no caso eu.). E como jogar esses dados? Simples. Aguarde o jogador anterior à você joga-los. Isso é a paixão. Ninguém vive sem o outro. Você necessita do outro. E não estou só falando de uma paixão absurda, louca e amorosa. Estou falando de uma paixão por pessoas em geral; uma paixão pela vida. Eu sou a Paixão e digo: Você, ser da razão, o homem, no caso eu, não tem o direito e muito menos a capacidade de me extinguir! Você morre junto comigo! (Alvoroço, barulho, desordem...).
Muitos ali presente, inclusive o homem, no caso eu, não paravam de murmurar. Fora aquilo uma ameaça? O homem não vive só de paixão! Vive da necessidade, simples necessidade, de ter de sobreviver; se alimentar. Não agüenta a fome. Acuse a fome! Mate a fome então! (gritou a Paixão descontrolada / Uma caixa de bom-bons imediatamente acompanhada por um pote de sorvete, foi arremessada em direção ao homem neste exato momento. Ninguém viu o autor deste desaforo.)
(na produtora / ao som de Bete Balanço - Barão / post para a pequena Liange / e peço encarecidamente para você voltar a ser romântica! / rsrs / um beijo / criando mais uma categoria de post / para relembrar os velhos textos / categoria do post: "momento nostalgia")


3 Comments:
Certa vez ouvi de uma pessoa muito especial que felizes são akeles que tem o dom de entristecer, pois tem o peito cheio de bons sentimentos e sabem valorizar os momentos de alegria e prazer.
Eu me calei e chorando respondi mas pra que é preciso sofrer, ele me deixou sem resposta.
Hoje eu sei pq é preciso sofrer, hoje eu sei que o que falta na gente é um pouco de resignação, a Deus, a Paixão, ao Amor, à Vida.
Deveríamos, ainda eu, deixar a prepotÊncia de lado e parar de julgar nossos sentimentos, no caso a paixão, e sim começar a sentír-los. Com o coração, com o pênis, com a cabeça, com a mente ou com a virilha, mas sentí-los!!
Enfim, nessa briga de acusações e melindres quem ainda ganha sou eu, com textos maravilhosos de poetas como você, que assim como eu, ainda precisam da dor, assim como a rosa precisa da chuva...
te amo
Eu não sou um poeta.
Sou um menino quadrado. rsrs.
E é verdade... vamos parar de julgar nossos sentimentos! Vamos sentí-los. E não ter medo de sentí-los.
Brigar com eles é preciso, desde que no final, a gente se toque de que qualquer sentimento é digno de ser sentido.
Caro Gus...
nao me considero nem homem nem paixao... estou apenas como espectadora olhando esta locura que de verdade, euacredito pelnamente, posso sentir ou nao quando eu quizer... no meu atual momento, acredite, decidi apenas ser observadora.
ja fui paixao... e ja fui homem, que nao acreditava na tal da paixao...
Prefiro o amor...ha ele sim é bacana... amo-me muito, mais do que qualquer um poderia me amar.. ou ja tenha me amado.. meu parceiro .. meu amor préprio...
Gus... paixao é coisa que arde sem se ver .. ferida que doi e não se sente.. contentamento, descontente..dor que desatina sem doer....axo que a composição desta musica esta errada.. mas assim fica mais justa...
Amor é fidelidade, calmaria...é com certeza ele pode ser menos intenso mas é justo!!!
Bjinhos....
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